terça-feira, 28 de abril de 2009

Óscar Casares leva Madonna a Florença

J.N. PEDRO VILA CHÃ

"Quero mostrar-vos a alma por trás da realidade." A proposta é do pintor Óscar Casares, que volta à ribalta com um quadro da cantora pop Madonna, a apresentar na Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Florença, de 5 a 13 de Dezembro. O artista plástico bracarense foi o único português convidado pelo comité internacional da bienal, em Setembro de 2008. Madonna foi-se mantendo a par do processo artístico e logístico da obra (com 260 centímetros por 180), sendo premissa do autor que a pintura que apresenta é "um apelo para a arte que intervém na vida social, na liberdade, na imaginação, na fantasia, na descoberta e no sonho". O processo criativo é descrito por Óscar como um ovo que se transforma em larva e, depois, em borboleta e voa. O processo como criação, transformação e mudança. Tendo a capacidade para aceitar essa transformação. Óscar já havia experimentado a recriação de divas da actualidade com a pintura de Nicole Kidman, uma obra que teve o melhor acolhimento internacional, após um rocambolesco processo de transporte até à Austrália, com desvios de itinerário até chegar à posse da actriz que, ante a obra, rendeu-se à fidelidade da recriação. Essa percepção foi transversal aos críticos de arte, com as referências ao artista a dispararem exponencialmente nos sítios da net que se dedicam a estas questões, como o "artbreak". Madonna vestida de vermelho, para incarnar a virilidade, feminismo e dinamismo, pelo calor que a cor encerra, impondo-se na vida e na excitação. Mas essa é, também, a cor que representa a fé de Madonna na Kabbalah. "A pintura apresenta uma Madonna com a natureza selvagem, afirmando-se ela própria como uma líder felina que continuamente planeia a sua próxima emboscada. Ela possui um exótico e inato talento e uma beleza graciosa com aparência charmosa. Em tempo algum ela será orgulhosa, autoritária e desagrada-lhe ser contrariada", descreve Óscar Casares, no catálogo que acompanha a obra. Madonna, segundo Óscar, caracteriza-se como extrovertida e uma pessoa com elevado potencial artístico e criativo que revela os seus desejos e preocupações com muita intensidade. Mas o pintor foi mais longe, retratando o lado em que a artista se recolhe na solidão reflexiva e estudo, onde ganha espaço a dificuldade em manifestar afectos. Onde transmite a impressão de demasiada seriedade e frieza, mas que são falaciosos. "Ela tem vergonha em demonstrar amor pelos outros", resume. A sedução de Óscar assenta no "poder de comunicação de Madonna. A sua voz cativa milhões".

Madonna will be presented by Oscar Casares in the Florence Biennale


Madonna will be presented by Oscar Casares in the Florence Biennale - On the cover of the catalog can be observed a small detail of the painting.

The catalogue that was written by Oscar Casares to accompany the painting is a descriptive memory and research of the artwork where all of the creative, artistic and production processes is explained. The catalogue is already registered and protected by copy right.

Madonna was kept informed throughout the artistic and logistic process of Oscar´s work for the biennale.

sábado, 25 de abril de 2009

Oscar Casares convidado para a 7ª Bienal de Florença (Itália)

Oscar Casares caiu no goto dos críticos de arte internacionais e convenceu a organização da Bienal de Arte Contemporânea de Florença, em Itália, que o convidou para marcar presença no certame, a realizar de 5 a 13 de Dezembro de 2009.
O pintor bracarense assumiu algum protagonismo aquando da instalação de um conjunto de painéis no templo do Sameiro, em Braga. A saga em torno do desaparecimento do quadro que Oscar Casares enviou a Nicole Kidman foi o culminar de um "annus horribilis" que começou a inverter a tendência com a entrega da obra à actriz. Recentemente, Nicole escreveu a Oscar Casares, agradecendo e elogiando a obra.
Agora, Oscar dispõe de 40 dias para responder ao convite da organização da Bienal de Florença, condição que depende da angariação de patrocinadores, enquanto tem que desenvolver as obras a apresentar, cujas regras da bienal impõem que tenham sido realizadas nos últimos cinco anos.
"Tenho estado a produzir para encomendas. Terei que fazer e completar obras novas. Ser convidado já é uma projecção, tratando-se da feira que é o centro de tudo em termos de arte", afiança Oscar Casares, impelido por uma força que o levou a desenvolver estudos, nos últimos tempos, para alcançar novos patamares.
"Lancei-me no desafio de colocar o meu trabalho a ser sujeito à avaliação na internet e o resultado da avaliação de pessoas que não me conhecem está à vista", aponta o pintor, numa alusão a críticas recentes em que, inclusive, chegaram a ser questionadas as influências da pintura de Óscar. "Quem define a obra é quem a observa. A inspiração não é algo que se possa definir. Será uma fusão do abstracto com a linha urbana, mas também não tenho que ser obrigatoriamente retratista".
E essa exposição para avaliação colectiva acontece no site de arte "artbreak" in All Art , que, na página dedicada aos quadros mais apreciados, regista a rendição sem fronteiras à qualidade da obra do pintor bracarense, onde os mais de 400 votos, conferidos por apreciadores de arte ao quadro de Nicole Kidman, asseguram uma liderança confortável entre todos os pintores propostos a análise. Mas Oscar inscreve mais uns quantos outros quadros entre os mais votados, figurando também o "polémico" painel exposto no Sameiro.
O convite da Bienal de Florença é um exemplo da aposta em alargar o objectivo da mostra que, desde 2001, integra o programa "diálogo entre culturas", das Nações Unidas. É objectivo primeiro reunir o máximo de artistas e nações. Estarão em Florença mais de 800 artistas de cerca de 80 países.
J.N - PEDRO VILA-CHÃ